OBSCURO



Jogada ao chão,
sem amparo, nem uma mão.
Me sinto deslocada,
muitas vezes sufocada.
Pareço estar morta, 
em baixo da terra,
sem ser regada, sem ser amada.
Minhas lágrimas são de sangue,
feridas que não cicatrizam.
Vejo a escuridão, que amedronta meu coração.
Um silêncio, um vazio em demasio.
Um Lado obscuro.
Um corpo apenas, mas já sem vida, sem alma.


Tânia Faria