REALIDADE SEM PAZ



Um anjo de pessoa,
sabia amar à toa.
Um cara sentimental,
puramente normal.
Sua vida era perfeita,
até a bebida ser eleita.
Nestes dias o anjo desaparecia,
palavras cruéis surgiam,
atitudes sem pensar,
falas à magoar e
amigos e família à machucar.
Talvez uma simples dose tenha virado várias,
talvez um final de semana,
tenha se tornado meses, anos.
Por onde anda aquele cara normal,
de bondade fraternal.
Ele aparece em dias normais,
sem se quer lembrar das aventuras banais.
E jura que beber nunca mais.
Dura realidade sem paz...

Tânia Faria